Você já viu alguém menos competente que você dar as ordens, ganhar mais e sentar na cadeira que devia ser sua. E engoliu seco, porque na saúde falar isso em voz alta ainda pega mal.
Vou dizer o que quase ninguém te diz: esse incômodo é legítimo.
Querer ganhar mais, querer liderar, querer decidir não te faz um profissional pior ou ganancioso, te faz um adulto com contas e ambição a tomar noção do próprio valor. A cultura da saúde ensinou que dinheiro é um assunto feio e errado e que ambição é coisa de quem “esqueceu a vocação”. Enquanto isso, a conta do mês chega igual, e quem aprendeu a jogar o jogo passou na sua frente.
E aqui está o ponto que mais importa neste texto: o dinheiro grande da saúde e o poder de decidir quase nunca estão na ponta da assistência. Estão em quem controla a escala, o custo, o contrato e o fluxo de paciente. Os cargos de gestão.
No fim, o que vale é “ter as manha”.
As pessoas que ocupam essas cadeiras raramente são mais técnicas que você. Algumas são piores no leito, no consultório, no bisturi. Elas aprenderam uma coisa que a faculdade não ensina: ler como a instituição ganha dinheiro.
Quando uma operadora troca o pagamento do seu serviço de fee-for-service (recebe por procedimento feito) para capitation (valor fixo por paciente sob cuidado), a sua renda muda sem você ter encostado em ninguém. Quem desenha essa conta não está no plantão. Está na sala onde se decide o modelo.
E essa sala não pergunta a sua especialidade.
Esta newsletter passou de 3,5 mil inscritos em poucos dias, e a maioria não é médica. São enfermeiros, fisioterapeutas, farmacêuticos, gente de RH, administradores, gestores de operação. O que junta todo mundo é a mesma ambição: subir na hierarquia da saúde e parar de ver os outros decidindo por você.
Eu fiz esse caminho, da coordenação à diretoria, e vi por dentro. A cadeira de gestão premia quem entende a engrenagem e sabe liderar gente, não quem coleciona título. No fim, o que vale é “ter as manha”. E tem mais verdade nisso do que os puristas gostam de admitir.
A boa notícia é que isso se aprende. A ambição sem o mapa de como o dinheiro é feito vira só frustração, daquela que a gente leva pra casa. Com o mapa, ela vira plano de carreira.
Quero desenhar esse mapa com dados reais desta comunidade. Montei uma pesquisa rápida, e o resultado dela volta para você.
Leva uns 3 minutos. Pergunto o seu cargo, o seu objetivo, a sua faixa de renda e o que mais trava a sua subida hoje. Em troca, você recebe duas coisas.
O Mapa da Carreira Executiva em Saúde, com as faixas de remuneração por cargo e os caminhos que esta comunidade está trilhando, antes de qualquer outra pessoa.
E uma edição de degustação do Chão de Fábrica, a camada paga da Medicina Executiva que estreia este mês, onde eu abro a engrenagem do mercado por dentro, sem meias palavras.
O formulário está aqui: medicinaexecutiva.com.br/mapa-carreira
O dinheiro grande da saúde está na gestão. E ninguém vai te entregar essa cadeira de presente. Você aprende a conta, e vai buscar!
Dr. Guilherme Garlipp, médico, executivo em saúde e founder da MedFly.