Meu nome é Guilherme Garlipp. Sou médico, gestor em saúde e fundador da Medicina Executiva, a Escola de Gestão em Saúde. Mas em 2016, eu era só o médico mais inseguro do plantão.

Eu tinha acabado de me formar. A convite de um amigo, larguei o interior e vim para São Paulo. Meus primeiros plantões foram tão intensos que eu tomava propranolol para segurar a ansiedade e baixar a pressão que eu sentia por dentro.
Ao meu redor, só metas e indicadores que eu não entendia. Para mim, aquilo era só um jeito de agradar o paciente. A fila tinha que ser menor que 45 minutos. Eu ganhava mais se atendesse mais de 53 pacientes em 12 horas. E podia ser trocado se não atendesse.
Cheguei a fazer 100 horas de plantão por semana até ficar bom naquilo.










