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Antes de qualquer leitura, o que sinto é gratidão. Obrigado a cada um que decidiu acompanhar. Esse começo é dos leitores, não meu.

Um número desse tamanho, alcançado tão rápido, fala menos sobre o autor e muito mais sobre o assunto. E o assunto é o momento da carreira, dentro e fora da medicina. A comunidade de médicos e gestores em saúde está atenta e ávida por informação. Isso é ótimo.

O mercado de trabalho vive um dos maiores apetites por transição de carreira das últimas décadas. O Fórum Econômico Mundial, no Future of Jobs Report 2025, estima que 39% das competências exigidas no trabalho vão mudar até 2030, e que 22% dos empregos passarão por disrupção no mesmo período.

O movimento atravessa todas as profissões. A McKinsey descreve um cenário de mobilidade recorde, em que o profissional troca de função em busca de desenvolvimento e propósito, e não apenas de salário.

Na medicina, a pressão é ainda mais concreta. A pesquisa Qualidade de Vida do Médico 2025, da Afya, aponta que 45% dos médicos brasileiros convivem com algum transtorno mental, e que 6 em cada 10 estão insatisfeitos com a própria saúde.

Quando a insatisfação profissional encontra um mercado em transformação, a transição de carreira deixa de ser uma exceção e passa a fazer parte da rotina de quem pensa o próprio futuro. A medicina não está fora disso. Vive a sua própria transformação, e ela é importante.

É por esse motivo que escrevo.

Assumo a responsabilidade por cada informação que publico aqui. Dado sem fonte não vai entrar. A proposta da Medicina Executiva é tratar carreira, gestão, mercado e liderança em saúde com profundidade e honestidade, sem floreio.

Se o tema faz sentido para você, fique à vontade aqui no site. Você pode deixar uma mensagem, indicar um executivo de saúde para contar a própria história, propor um artigo relevante ou indicá-lo para uma entrevista.

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Dr. Guilherme Garlipp — Médico, executivo em saúde e founder da MedFly.